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Os maiores terremotos da história
Desde 1950, os instrumentos registraram 13 terremotos de magnitude 8,5 ou mais. A tabela abaixo lista todos, do recorde de Valdivia em 1960 ao mais recente, com uma linha de contexto para cada um.
Todos os terremotos M8,5+ desde 1950
| Data | Local | Magnitude | Contexto |
|---|---|---|---|
| 22 de maio de 1960 | Valdivia, Chile | 9,5 | O maior terremoto já registrado por instrumentos; o tsunami cruzou o Pacífico e chegou ao Havaí e ao Japão. |
| 28 de março de 1964 | Alasca (Prince William Sound), EUA | 9,2 | O maior da América do Norte; o tremor durou cerca de quatro minutos e meio. |
| 26 de dezembro de 2004 | Sumatra e Andaman, Oceano Índico | 9,1 | O tsunami atingiu a costa de mais de dez países; uma das maiores tragédias naturais da era moderna. |
| 11 de março de 2011 | Tohoku, Japão | 9,1 | O tsunami devastou o nordeste do Japão e levou ao acidente nuclear de Fukushima. |
| 4 de novembro de 1952 | Kamchatka, Rússia | 9,0 | O tsunami atravessou o Pacífico e causou danos no Havaí, a quase 5 mil km do epicentro. |
| 27 de fevereiro de 2010 | Maule, Chile | 8,8 | Atingiu a região central do Chile; normas de construção antissísmicas ajudaram a salvar muitas vidas. |
| 29 de julho de 2025 | Kamchatka, Rússia | 8,8 | O maior desde 2011; gerou alertas de tsunami em todo o Pacífico, do Japão ao Chile. |
| 4 de fevereiro de 1965 | Ilhas Ratas (Aleutas), EUA | 8,7 | Nas ilhas Aleutas, região quase desabitada; o tsunami ficou restrito ao Pacífico norte. |
| 15 de agosto de 1950 | Assam e Tibete, Himalaia | 8,6 | O maior já registrado em zona de colisão continental; deslizamentos represaram rios inteiros. |
| 9 de março de 1957 | Ilhas Andreanof (Aleutas), EUA | 8,6 | Nas Aleutas; o tsunami causou danos no Havaí. |
| 28 de março de 2005 | Nias, Indonésia | 8,6 | Três meses depois do desastre de 2004, na mesma zona de subducção de Sumatra. |
| 11 de abril de 2012 | Bacia de Wharton, Oceano Índico | 8,6 | Raro gigante fora de zona de subducção, no interior da placa oceânica; o tsunami foi pequeno. |
| 13 de outubro de 1963 | Ilhas Curilas | 8,5 | Na fossa das Curilas, entre o Japão e Kamchatka; gerou tsunami no Pacífico norte. |
Por que os gigantes nascem em zonas de subducção
Dos 13 terremotos de magnitude 8,5 ou mais desde 1950, quase todos aconteceram em zonas de subducção: os locais onde uma placa tectônica oceânica mergulha por baixo de outra placa. Só ali existe uma superfície de contato entre placas grande o suficiente, com centenas de quilômetros de extensão, para acumular e liberar tanta energia de uma vez. É também por isso que os gigantes costumam vir acompanhados de tsunamis: quando a falha rompe no fundo do mar, o deslocamento vertical do leito oceânico empurra a coluna de água inteira, e a onda gerada atravessa oceanos. Foi assim em Valdivia em 1960, em Sumatra em 2004 e em Tohoku em 2011.
E o Brasil? O país está no meio da placa Sul-Americana, longe de qualquer borda de placa, e por isso quase não tem terremotos: os maiores já registrados no território ficaram na casa da magnitude 6, e a imensa maioria dos tremores sentidos no país é fraca e profunda. A mesma placa, na sua borda oeste, produz no Chile e no Peru alguns dos maiores terremotos do planeta. Estar no meio da placa não é mérito, é geografia; mas é uma das razões pelas quais a engenharia brasileira nunca precisou de norma antissísmica rigorosa como a chilena ou a japonesa.
Fonte: USGS Earthquake Catalog (domínio público), retrato de 2026-07-09. Magnitudes conforme o catálogo (1950 a 2025); o contexto de cada evento resume registros históricos e não substitui as fontes oficiais de cada país.
Última atualização: · Metodologia e fontes