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Conversor de megabits e tamanho de ROM

O cartucho dizia 16 MEGA, mas quantos megabytes eram? Oito vezes menos do que parecia: megabit não é megabyte. Converta entre Kbit, Mbit, KB e MB com a convenção binária que os cartuchos usavam e descubra o tamanho verdadeiro dos clássicos.

Cartuchos famosos: megabits anunciados, bytes reais

JogoAnunciadoTamanho realNota
Super Mario Bros. (NES, 1985)0,3125 Mbit40 KB40 KB: 32 KB de programa + 8 KB de gráficos
The Legend of Zelda (NES, 1986)1 Mbit128 KBprimeiro cartucho da Nintendo com bateria de save
Super Mario World (SNES, 1990)4 Mbit512 KBo famoso cartucho de 4 Mega
Sonic the Hedgehog (Mega Drive, 1991)4 Mbit512 KBmesmo tamanho do rival
Street Fighter II (SNES, 1992)16 Mbit2 MBa caixa gritava 16 MEGA
Donkey Kong Country (SNES, 1994)32 Mbit4 MBgráficos pré-renderizados pedem espaço
Tales of Phantasia (Super Famicom, 1995)48 Mbit6 MBcom Star Ocean, o maior cartucho do SNES
Super Mario 64 (N64, 1996)64 Mbit8 MBum mundo 3D inteiro em 8 MB
Zelda: Ocarina of Time (N64, 1998)256 Mbit32 MB32 MB, 64 vezes o Super Mario World
Conker's Bad Fur Day (N64, 2001)512 Mbit64 MB64 MB, o teto dos cartuchos comerciais do N64

A confusão histórica dos megabits

Nos anos 90 as caixas de Super Nintendo e Mega Drive gritavam 4 MEGA, 8 MEGA, 16 MEGA, e uma geração inteira cresceu achando que eram megabytes. Eram megabits. Como os chips de ROM eram vendidos por capacidade em bits, o marketing herdou a unidade da fábrica, e a diferença é um fator 8: o famoso cartucho de 4 Mega do Super Mario World guarda meros 512 KB, metade de um disquete de 3,5 polegadas. O maior cartucho comercial do SNES, dividido entre Tales of Phantasia e Star Ocean, tinha 48 Mbit: 6 MB.

A conta é direta e binária, como convém a cartuchos: 1 Mbit = 1.024 Kbit = 131.072 bytes = 128 KB, e 8 Mbit = 1 MB. A mesma convenção vale para os saves: a SRAM com bateria dos cartuchos de SNES vinha tipicamente com 16 a 64 Kbit, ou seja, 2 a 8 KB, o suficiente para três slots de aventura e mais nada. É por isso que jogos da época salvavam tão pouco: cada byte de save custava bateria e silício.

O golpe de misericórdia na unidade veio com o CD: quando o PlayStation chegou com 650 MB por disco, anunciar 64 megabits (8 MB) virou constrangimento, e a indústria migrou de vez para megabytes. Restou a pegadinha para colecionadores: quando um anúncio antigo diz mega, quase sempre é megabit, e a tabela abaixo traduz os casos célebres.

Fontes: tamanhos de ROM conferidos nas fichas do SNES Central, no artigo Inside the Super Nintendo cartridges, de Fabien Sanglard, e nas bases de dumps verificados da comunidade de preservação.

Mais ferramentas da era CRT: calculadora de integer scaling, correção de aspect ratio 4:3, conversor de latência em frames e acervo de resoluções dos consoles. E se a nostalgia bater em outra frequência, os pixels destes consoles eram todos endereçados em binário.

Última atualização: · Metodologia e fontes