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Como se descobre um exoplaneta
Ninguém nunca viu a maioria dos 6.319 exoplanetas confirmados: eles foram deduzidos por sombras, bamboleios e truques de gravidade. A tabela mostra o placar de cada técnica; a prosa explica o truque de cada uma.
Cada método e sua colheita
| Método | Planetas descobertos | Como funciona |
|---|---|---|
| Trânsito | 4.662 | Mede a queda mínima de brilho quando o planeta cruza na frente da estrela |
| Velocidade radial | 1.195 | Detecta o bamboleio da estrela puxada pela gravidade do planeta, via efeito Doppler |
| Microlente gravitacional | 281 | A gravidade do sistema amplia a luz de uma estrela ao fundo por alguns dias |
| Imagem direta | 98 | Fotografa o planeta diretamente, bloqueando o brilho ofuscante da estrela |
| Variação no tempo de trânsito | 40 | Atrasos e adiantamentos nos trânsitos de um planeta entregam um vizinho invisível |
| Variação no tempo de eclipse | 17 | Mudanças no relógio dos eclipses de um par de estrelas denunciam um planeta |
| Modulação de brilho orbital | 9 | Variações sutis de brilho que o próprio planeta provoca ao orbitar |
| Cronometragem de pulsar | 8 | Irregularidades nos pulsos de rádio de um pulsar revelam planetas ao redor |
| Astrometria | 6 | Mede o deslocamento minúsculo da posição da estrela no céu |
| Variação no tempo de pulsação | 2 | Alterações no ritmo de pulsação de uma estrela variável indicam um companheiro |
| Cinemática de disco | 1 | Perturbações no gás de um disco protoplanetário mostram um planeta em formação |
Quatro jeitos de achar o que não dá para ver
Trânsito (4.662 planetas, 74% do total): se a órbita do planeta estiver alinhada com a nossa linha de visão, ele passa na frente da estrela e rouba uma fração mínima da luz, às vezes menos de 0,01%. É o campeão absoluto da contagem porque telescópios como Kepler e TESS conseguem vigiar centenas de milhares de estrelas ao mesmo tempo, esperando essas piscadas regulares.
Velocidade radial (1.195): planeta e estrela orbitam um centro de massa comum, então a estrela também se move, um pouquinho. Esse vaivém estica e comprime a luz dela (efeito Doppler), e espectrógrafos de precisão detectam variações de poucos metros por segundo, velocidade de gente pedalando. Foi assim que 51 Pegasi b apareceu em 1995.
Imagem direta (98): a mais intuitiva e a mais difícil. A estrela brilha bilhões de vezes mais que o planeta, então é preciso bloquear a luz dela com coronógrafos para enxergar o pontinho ao lado. Funciona melhor com planetas jovens, gigantes e afastados, ainda quentes da própria formação.
Microlente gravitacional (281): quando um sistema passa exatamente na frente de uma estrela distante, sua gravidade age como lupa e amplifica a luz de fundo por alguns dias. Se houver um planeta, ele acrescenta um soluço no brilho. O porém: o alinhamento nunca se repete, é uma descoberta sem segunda chance.
Fonte: NASA Exoplanet Archive (tabela Planetary Systems, apenas soluções padrão), retrato de 2026-07-09. Agradecimento padrão exigido pelo arquivo: This research has made use of the NASA Exoplanet Archive, which is operated by the California Institute of Technology, under contract with the National Aeronautics and Space Administration under the Exoplanet Exploration Program.
Última atualização: · Metodologia e fontes